Da periferia de São Paulo para quatro estados: uma linha do tempo que conta uma história de persistência
Linhas do tempo de organizações sociais são, em geral, documentos áridos: datas, marcos, expansões. Mas a linha do tempo da Fundação Gentil Afonso Duraes, quando lida com atenção, conta uma história diferente. É uma narrativa de persistência, de construção cuidadosa e de uma visão que nunca perdeu de vista o que realmente importava: as pessoas atendidas. Eloizo Gomes Afonso Duraes escreveu essa história ao longo de mais de vinte anos, e cada data é um capítulo de um projeto que nunca parou de crescer.
2003: o ano em que tudo começou
Julho de 2003 marca a chegada de Eloizio Gomes Afonso Duraes ao Jaguaré. Setembro traz as primeiras aulas de informática. Outubro formaliza a entidade. Em menos de quatro meses, o que poderia ter sido um gesto passou a ser uma instituição. Essa velocidade de formalização revela algo importante sobre a mentalidade do fundador: ele não queria fazer uma coisa boa uma vez. Queria construir algo que durasse.
2004: o ano da consolidação
Em 2004, a Fundação ganhou a forma que a tornaria reconhecível por duas décadas: reforço escolar em fevereiro, coral e teatro em março, Projeto Sopão em maio, cestas básicas em agosto. Cada iniciativa respondia a uma necessidade real identificada no cotidiano das famílias atendidas. Eloizo Gomes Afonso Duraes não estava seguindo um manual: estava ouvindo a comunidade e agindo sobre o que ouvia.

2005 a 2010: o Brasil, além de São Paulo
A expansão para São Luís em janeiro de 2005, para João Pessoa em fevereiro de 2007 e para Recife em abril de 2010 foi a comprovação de que o modelo era sólido o suficiente para ser levado a outros contextos. Cada nova cidade representou um desafio de adaptação cultural e operacional que Eloizio Gomes Afonso Duraes enfrentou com a mesma disposição que havia caracterizado os primeiros meses no Jaguaré: ouvindo antes de agir, construindo confiança antes de expandir programas.
2019: a maturidade institucional
A reformulação de novembro de 2019, com a evolução para Organização Social, foi o reconhecimento formal de que a Fundação havia crescido o suficiente para merecer e exigir uma estrutura mais robusta. Eloizo Gomes Afonso Duraes conduziu essa transição, garantindo continuidade nos programas e preservando a identidade que havia tornado a entidade relevante. Uma linha do tempo que termina nesse ponto não termina: é a base do que ainda está sendo escrito.
Autor: Diego Rodríguez Velázquez




