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Como calcular o valor de um lance de consórcio? Aprenda com Tiago Oliva Schietti

O consórcio é uma das formas mais buscadas por quem deseja adquirir um bem sem recorrer a financiamentos com juros altos, mas poucos participantes sabem calcular corretamente o valor do lance. A partir do que informa Tiago Oliva Schietti, esse cálculo não deve ser feito apenas por instinto, e sim a partir de três variáveis centrais: o valor do crédito, o orçamento disponível e as regras específicas do grupo. A seguir, detalharemos como cruzar essas informações para chegar a um número realista, capaz de aumentar as chances de contemplação sem comprometer as finanças do consorciado.

Como funciona o lance dentro de um consórcio?

O lance é uma oferta antecipada de parte ou da totalidade do valor do crédito, usada para tentar acelerar a contemplação antes do sorteio ou da ordem natural do grupo. De acordo com Tiago Oliva Schietti, quanto maior o valor ofertado, maiores são as chances de contemplação, mas isso não significa que o consorciado deva comprometer todo o seu patrimônio nessa etapa do planejamento.

O valor do crédito como um ponto de partida do cálculo

Todo cálculo de lance começa pelo valor do crédito contratado, já que é sobre esse montante que os percentuais são aplicados. Portanto, ignorar essa referência é o erro mais comum entre consorciados iniciantes, que comparam valores de lances de outras pessoas sem considerar que cada crédito tem uma base diferente.

Um crédito de cem mil reais e outro de trezentos mil exigem lances proporcionalmente distintos, mesmo quando o percentual ofertado é igual. Por isso, o primeiro passo prático é multiplicar o percentual pretendido pelo valor total do crédito, obtendo o valor bruto do lance antes de qualquer ajuste posterior. Tiago Oliva Schietti expressa que esse cálculo inicial evita expectativas irreais logo no primeiro contato com o consultor do grupo.

Quanto do orçamento pode ser destinado ao lance?

Depois de identificar o valor bruto, é preciso confrontá-lo com a realidade financeira do consorciado. Como ressalta o empresário Tiago Oliva Schietti, o orçamento disponível deve ser analisado sem comprometer reservas de emergência ou despesas fixas, já que um lance mal dimensionado pode gerar desequilíbrio financeiro mesmo depois da contemplação. No final, esse equilíbrio é o que sustenta o consórcio como estratégia de médio prazo.

Tiago Oliva Schietti
Tiago Oliva Schietti

As regras do grupo mudam a estratégia de cálculo

Cada grupo de consórcio tem normas próprias sobre lance livre, lance fixo e lance embutido, e essas regras alteram diretamente a forma de calcular o valor a ser ofertado. Assim sendo, administradoras diferentes podem definir percentuais mínimos distintos, o que torna essencial ler o regulamento antes de estipular qualquer valor.

Inclusive, quando o grupo permite lance embutido, parte do próprio crédito contratado pode compor a oferta, reduzindo o desembolso direto do consorciado. Essa possibilidade muda a lógica do cálculo, já que o orçamento pessoal deixa de ser o único limitador. Ainda assim, é fundamental verificar se a administradora limita o percentual máximo permitido para essa modalidade.

Passo a passo para chegar ao valor ideal

Reunindo o valor do crédito, o orçamento disponível e as regras do grupo, é possível estruturar um cálculo simples e replicável a cada assembleia. Aliás, seguir uma sequência lógica evita decisões impulsivas e aumenta a previsibilidade de todo o processo. Em seguida, separamos um exemplo de sequência:

  • Identifique o valor total do crédito contratado e o percentual mínimo de lance exigido pelo grupo;
  • Calcule o valor bruto multiplicando o percentual pretendido pelo valor do crédito;
  • Compare esse valor com o orçamento disponível, sem comprometer reservas essenciais;
  • Verifique se o grupo permite lance embutido para reduzir o desembolso direto;
  • Ajuste o percentual final considerando o histórico de lances vencedores em assembleias anteriores.

Com esses pontos organizados, o consorciado consegue montar propostas mais realistas a cada assembleia, ajustando o valor conforme a evolução do próprio orçamento e das mudanças nas regras do grupo. Essa disciplina reduz o risco de ofertas exageradas ou insuficientes ao longo do tempo.

Um lance calculado é um consórcio aproveitado com mais inteligência

Em conclusão, o valor do lance nunca deve ser resultado de comparação com terceiros, mas de um cálculo próprio, construído a partir do crédito contratado, do orçamento real e das regras vigentes no grupo. Encarada dessa forma, essa disciplina transforma o consórcio em uma ferramenta previsível, e não em uma aposta guiada pela ansiedade da contemplação.

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